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Silêncios

Poesia

Silêncios

Poesia

Antes de Desabrochar

08.03.21 | Silêncios | comentar
  Onde se esconde o amor envergonhado antes de declarar-se abertamente ao mundo, ninguém sabe. Talvez se oculte atrás das sardinheiras rosa. No cálice de uns brincos de princesa e por lá fique a pensar. Se há-de perder o medo... E medrar. Para onde vai o amor, ainda periclitante

Bebe-me

07.03.21 | Silêncios | comentar
      Bebe-me de mansinho. Não de um trago. Saboreia-me com carinho Bocado a bocado. Deixa-me ficar na boca e avalia... A minha idade e a casta E que mal me ingiras uma só gota, te não basta...   Ah!... Bebe-me tranquilamente, Passa (...)

Outra, que não eu.

06.03.21 | Silêncios | comentar
      Não me sinto descansada. Estou sempre à beira de nada. No limite do abismo. Na ponta da navalha afiada. Já não descanso. Só cismo. Não me sinto libertada Sem nenhum atilho me atar. Pudesse esta busca, parar. E sentar-me sossegada. M (...)

Quando a noite cai

05.03.21 | Silêncios | comentar
            Quando anoitece...O desejo cresce.A resistência cede.E a carne pede,outro corpo ao lado.  Gozo... é o tema.Sem limite ou vergonha.As regras, na mesa!  Despimos a subtileza.Soltamos o instinto animal.O caçador, torna-se (...)

Uma Chuva Conveniente

04.03.21 | Silêncios | comentar
    Chove. Torrencialmente. É conveniente!   Deixa que a chuva leve a tua marca. Esfregar cada palavra dita. Até que não se lhe reconheça a cor. Palavras. São o teu míster. És o escriba das palavras já ditas. Das que foram (...)

Covarde e Crua

28.02.21 | Silêncios | comentar
      Vem Saudade! Sê, mulher. Esmurra-me a cara sem rodeios Parte-me se quiseres, os joelhos Come-me o coração, à dentada   Deixa-me no chão, estatelada A sangrar sem salvação. Desfaz-me os dedos das mãos. Para que não traduza (...)