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Silêncios

Poesia

Silêncios

Poesia

31.10.20

YOU ARE THE MIST...THE SUN, THE WIND. AN ANGEL WING 

Silêncios

 

 

A man heads out into the mist in his kayak on a river silhouetted by in the  early morning light by karen burgess. Photo stock - Snapwire

 

YOU ARE THE MIST...THE SUN, THE WIND.

AN ANGEL WING 

 

 

I shall not stand before you and cry
I will think of you, walking on my side
As the chanting wind, blowing on the sea
The wing of an angel, looking after me...

 

As the flight of birds on the earlier snow
Before that sight, I smile, and I feel you know
I do not feel alone, but your hand on mine
As I look at the dawn, rising on top of a pine

 

I shall not stand before your loss with grief
Because you smile at me, through the Winter mist
I feel you on each sparkle of light, when the day is grey
As the sun feels warm, putting all ice away

 

No, I shall not stand before you and cry
Looking always gloomy with a loud sigh
Thinking bad of life, asking her... why, oh, why?
Because, I really believe... this is not goodbye.

 

MariaS

(Outubro de 2017)

 

Em memória do meu querido pai, baseado no poema de:

 Mary Elizabeth Frye)

"Do Not Stand At My Grave And Weep"

 

 

30.10.20

Fossem minhas as Borboletas

Silêncios

 

 

aquelas1.jpg

 

 

Fosse esta rua minha. 
Colocava-lhe o teu nome.
Fosse o Amor, espiga.
Nunca mais terias fome!

 

Fossem minhas as borboletas.
E todas as árvores de fruto...
Serias de todos os poetas.
O rimar absoluto.

 

E amar-te continuaria a ser tão simples, como acordar.
Abrir os olhos, ter mais razão 
para respirar.

 

Ao chover, sentir o abraço do sol.
Na escuridão, nada temer! Ser-me-ás sempre, luz. O meu farol.

 

 

 

30.10.20

Amor Eterno

Silêncios

 

 

Mesaje si citate de dor pentru indragostiti

 

Cansei-me de jurar-te amor eterno.
De ver esses votos, escritos na areia.
Irem nos braços da espuma...
Arrastados pelos dedos suaves do mar.


Cansei-me de jurar-te amor eterno.
De à noite olhar para o céu e nada parecer, estar fora do lugar.
Como se nenhuma estrela me ouvisse...
Anjo algum, o tivesse levado a sério.

 

Passei a guardar para mim, as juras.
Eternas agora, como depois de partir.
Amor mais puro e desinteressado, jamais se sentiu.
Validá-lo não importa. Tenho a certeza de que não há amor, como o meu.

 

 

30.10.20

Consternação

Silêncios

 

As lágrimas do nosso dia a dia, por Chico Xavier

 

 

Há lágrimas nas próprias flores.
E não é geada ou cacimba.
É dor... por serem ainda.
As únicas que acompanharão
Quem desce só no caixão, acabado de morrer.
Sem abraçar os seus, poder.
Sendo o seu derradeiro viver...
De uma tristeza infinda.
 
 
Que mal fizeram os velhos?
Que pecado é o seu?
Terem trabalhado uma vida...
Ainda mal o sol estava esperto, até há muito ser breu.
E agora finalmente... pensando poderem ser diferentes
os seus últimos dias, na Terra.
São eles as baixas diárias deste inimigo invisível,
neste cenário de guerra.
 
 
E as gentes parecem insanas! Continuam surdas e cegas
Ao sofrimento de tantos! Sem sequer terem remorso.
Como podem por aí andar...
Comer rir e festejar?
Dar tão pouco valor à vida.
Pr'alguns tão duramente vivida.
 
 
Parte-se-me o coração...em estilhaços!
Por quem morre e por quem luta.
Vendo ingloriamente morrer.
Todos, estes inocentes...
Nos seus já exaustos,
braços.
 
 
 
 
 
27.10.20

Ingovernados

Silêncios

 

 

Bem Fácil PNG : Rosas PNG

 

Estamos (in)governados.
Por um bando de gatos-pingados.
Com discursos estudados.
De fato para cima e cuecas em baixo
Levantam as vozes, exibem o facho.
Enquanto se morre, eles mexem o tacho.
Repartindo entre si, os louvores de uma guerra.
Cada vez mais sangrenta e impiedosa.
Arvorando-se heróis, sob o símbolo da Rosa...
Descuram os que padecem e os que batalham.
Aos que salvam as vidas, simplesmente ignoram.

E a cada dia que passa.
Grassa a fome a miséria.
Mas para estes senhores... somos todos,  pilhéria.
A nossa insegurança é tratada com descaso.
Que se empobreça ou se morra. É apenas estatística.
Riscos previstos, na sua vil casuística.
Contas que baralham e voltam a baralhar.
Tanto tiro nos pés... a que chamam governar.
Pedem-nos civismo e temperança.
Quando o que nos espera é talvez...
Morrer a trabalhar!

 

 

27.10.20

Quero...

Silêncios

 

Um pássaro que nasceu em uma gaiola acredita que voar é uma doença | Asas,  Passaro, Gaiola

 

Quero...
Antes de envelhecer e ser-me impossível. 
Libertar todos os pássaros das gaiolas.
Arquear com as próprias mãos, as grades bicadas.
Espelho das suas tentativas frustradas.

 

Devolver-lhes a utilidade das asas.
E se a porta estiver perra.
O fecho estragado.
O Ferro enferrujado...
Não me farão recuar!


Hei-de libertar todas as aves escravas.
Presas de um Homem predador.
Ser o seu grito, estridente.
Destruir poleiros e bebedouros.
Baloiços e ninhos postiços.


Quero...
Vê-las a voar!
Alegremente a trinar.
Num ramo ao acaso, pousar.
Recuperarem movimentos. Livrá-las desta agonia...

 

De viverem o dia, após dia.
Voando num espaço exíguo, até  loucura as matar.
Olhando-nos com aquele olhar...
De quem suplica, desanimado.
Pois, ninguém pode medrar. Entre grades confinado.

 

 

25.10.20

Ao cair do pano

Silêncios

 

 

Helping Someone Deal With Loss

 

Não hei-de morrer sem te dar a mão.
Olhar-te nos olhos, sorrindo.
E sem nada dizer, perdoar-nos.
Compreenderás que este pouco basta, a quem ama e se despede.
Para que quem fica, se lembre.
Do tanto...
Que alguém o amou.

 

 

24.10.20

Juro-te!

Silêncios

 

 

Amazon anuncia novo Kindle básico com luz frontal - Gizmodo Brasil

 

Escreveria um punhado de letras.
Se as lesses.
Se delas gostasses e por elas sentisses...
O mesmo de outrora.

Escreveria algo, que te encantava.
Enternecia.
Trazia até mim, sem saber como o fazia.
Mas... trazer, trazia.

 

Juro-te!
Voltava a escrever.
Só para te saber a ler-me...
Como leste, algum dia.

 

 

22.10.20

Oca

Silêncios

 

 

folhas.jpg

 

Cai de joelhos em terra.
De olhos postos no céu...
Abri os braços, chorei!
Perdi o dom da Poesia.
E tudo que por ti sentia...
O que mostrava ou escondia.
Abandonou-me, também.

 

Sou agora uma mulher vulgar!
Incapaz de versejar.
Impotente para amar.
Um tronco oco por dentro.
Folha arrastada p'lo vento.
Pisada no pavimento.
Que não sabe mais... voar!


 

19.10.20

E tudo o vento levou...

Silêncios

 

Alicia Rhett, atriz de "E o vento levou", morre aos 98 anos | Exame

 

Onde estavam as marcas dos teus passos, que eu idolatrava.
Choveu torrencialmente. 
O vento fez das suas e partiu.
Para trás, parece-me ser já um hábito ficar eu.

 

Rebuscando no lodaçal que ficou...
M
emórias de ti.
Que a chuva diluiu. 
E o vento ensandecido, levou.

 

 

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