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Silêncios

Talvez poesia, talvez nada. Um sondar d'alma e pouco mais

Silêncios

A chuva já se foi. O que resta?

18.09.22, Maria Soares

 

Foto de foto en escala de grises de una mujer sentada en la ventana –  Imagen gratuita Gris en Unsplash

 

 

Agora chuva já se foi. O que resta?
Vou buscá-la onde estiver...
Trago-a nas mãos, no bolso, à colher?
Colho as pequenas pérolas que escorrem das folhas.
Circundo as poças que deixou com gradeamento, 
para que ninguém as perturbe, nem leve?

 

O vento...
Dissimulado há-de soprar e transformá-las em lama.
Esbatendo nos meus olhos a alegria de vê-la.
O sol voltará a secar-me a alma. Fazer-me perder a calma.
Diz-me que ainda consegues senti-las.
À chuva e um pouco de tranquilidade.

Uma...
A cair na vidraça e no caramanchão lá fora.
No rosto, miudinha, quando assomas à janela.
Além fumo do cigarro que se eleva e funde no cinzento.
Não! Não quero nada de ti...
Não quero nada contigo!


Só me falta a chuva e quando ela falta, fico assim!
Meia à-toa, até que volte.
Imprecisa, nervosa.
A necessitar que me reponham o sossego, perdido.
Garantam que voltará a chover?
Talvez... talvez, um abraço, resolva. 


Mas isso...
Não quer dizer absolutamente nada!
Nada é só o que tem dentro e nada mais.
Há quem ache difícil validar o desapego num, não quero nada!
Vendo sempre uma réstia de qualquer coisa,
onde não há!



 

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