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Silêncios

Poesia

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25.11.20

Braçados de Flores

Silêncios

 

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Entre lilases e verdes.
Trazes-me outras cores às vezes.
Para as quais fico a olhar.
Tentando delas gostar…
Sem saber o que pretendes.

 

Se é um gesto de amor.
Ou só p’ra contrariar.
O que queres é cativar-me.
Ou…
Gostas de ouvir-me falar.

 

Porque Rosas não aprecio.
Amarelo lembra-o o Estio:
E o sol sempre a brilhar.
Azul, ainda tolero.
Mas... decididamente não quero. Vermelho para trajar.

 

Há alguns tons de castanho.
Que me lembram o Outono.
Os cinzas, o nevoeiro que o Inverno traz consigo.
Gomos de laranja nos dedos, deixam no ar o perfume,
de quem os come, com prazer...

 

Entre braçados de flores.
Usufruis dos meus favores.
Semeando, p'ra colher depois.
Em cama forrada de pétalas.
O teu néctar é a entrada... para  florirmos os dois.

 

 

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