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Silêncios

Poesia

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18.12.20

Efémeros

Silêncios

 

 

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Um dia...
Deixarei para trás os meus sapatos.
Os meus vestidos,
casacos.
A cama onde sempre dormi.


Na cómoda ver-se-à ainda o meu perfume.
Outros traços do meu gosto.
Mas nem um retrato há de mim no que chamo, o meu quarto.
Nenhum esboço de rosto,
que minore essa saudade.



Serão passageiras e vagas, as minhas memórias.
Levará o destino, tudo que me pertencia.
Morrerão para sempre também,
os meus traços na Terra.
Apesar de amar de paixão, tudo aquilo que eu tinha.



Um dia...
Já não importará se visto, a condizer.
Apareço onde devo, ou não quero aparecer.
Se aproveitará...
O que ousei escrever.



Um dia...
Tudo se desenrolará como inscrito, no guião desta rotina.
Um dia, parecerá que de Vida...
Era um dia só,
que eu tinha.

 

 

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