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Silêncios

Poesia

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18.11.20

Natais de Antigamente

Silêncios

 

árvore de natal.jpg

 

 

 

Quem me dera ser menina...
Nos Natais de antigamente.
As figuras do Presépio, em barro.
O Pinheiro verdadeiro enfeitado.
Musgo fresquinho apanhado.
E a casa cheia de gente.
 
O cheirino da canela.
A descer sobre a aletria.
O bacalhau na panela.
P'ra cozer ao fim do dia.
E as filhoses tendidas. Sonhos e Fatias Paridas.
A mesa posta a rigor, com a toalha mais bela.
 
Até o Menino sorria.
Na manjedoura deitado.
José e também Maria, sob a estrela luzidia.
Abençoando a família...
Que à roda da mesa se unia.
Depois de outro ano, passado.
 
E quando a meia-noite chegava.
Ao Menino se agradecia.
Os presentes que nos dava.
Com a casa mergulhada...
Numa atmosfera de Amor
Salpicada de Alegria.
 
Que saudades desses tempos...
E daqueles que fomos perdendo.
Da genuinidade das coisas.
Mas também do sentimento.
Hoje tudo parece apressado. Cada vez mais separado.
Esquecido das tradições. E da beleza deste tempo.
 
 
 

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