Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Silêncios

Poesia

Silêncios

Poesia

23.11.20

Nunca me concluo, recomeço

Silêncios

 

 

Pé Praia Areia - Foto gratuita no Pixabay

 

Só o céu compreende.
Quando de olhos fixos na areia, deambulo pelas ondas.
Se tornam em espuma as minhas mágoas todas.
Aqui, sou eu e o nada. 

 

Um bando de gaivotas, ao fundo paradas.
O vento a impelir-me. 
A sombra a esculpir-me,
alongada.

 

Hão-de existir, outros.
Mais olhos, pernas e sensações.
Que não vejo.
Alheada.

 

Só o céu compreende.
Que os passos que dou... para trás, são avanço.
Que nunca me concluo.
Recomeço!