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Silêncios

Poesia

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29.11.20

Quem é esta, a que chamam, eu?

Silêncios

 

 

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Onde pára o que procuro?
Quem é esta, a que chamam, eu?
Nada do que tenho, possuo.
Tudo o que sonho,
se aborta.
Quem me diz o que faço aqui?
Quem me lembrará, após morta?

 

Quantos me amaram na vida?
Sem se terem posto a caminho.
Por ter chegado aquela hora em que nada do que somos,
pode evitar esse adeus.
A quantos posso chamar, sem os querer sufocar,
conservando-lhes a vontade e a sua liberdade,
efectivamente... Meus!

 

 

Quem escreve com as minhas mãos?
O que bate no meu peito?
Quem alivia esta alma, do fardo que é ser assim?
Podendo caminhar a direito...
Ziguezagueia, p'los trilhos.
Sem nunca lhes ver o fim.

 

Em que manual venho impressa?
Onde estão as instruções?
Para montar peça por peça, com tino dos pés à cabeça.
O projecto que sou, Eu.
Quem pode unir os estilhaços, de alguém que mal veio ao mundo...
Irremediavelmente, partiu?

 

 

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