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Silêncios

Talvez poesia. Um sondar d'alma e pouco mais.

Silêncios

Vicissitudes

06.11.25, Maria Ribeiro

 

Foto Mariana Beltrame, Studios

 

Quando acordo com um fio d'água a escorrer-me dos lábios...
Sei que fui por beijada ardentemente por ti.
Impetuosamente amada.
E na impossibilidade gritante de me dizeres adeus, mas ficar ser impossível.
Magoar-me ao despertar para a realidade de um sonho recorrente.
Imprimes em mim o teu sabor,
o saber...
Que um amor irrealizável tão forte não fere a um só.
Mas os dois.

Quando acordas encharcado. Com o lugar para mim reservado, vazio a teu lado.
Diz-me se choras a ti abraçado?
Tens na boca ainda o sabor desse beijo ilícito dado.
E sentes como eu, condenado.
Porque este amor que se cumpre imaculado.
Nenhum pediu.
Mas sente!
E por ousar sentir...
Agoniza.